José Vilhena

José Vilhena (Voz)

A voz do Ricardo Dias Ensemble, revela ser detentor de um timbre e domínio adequados quer ao desafio dos novos caminhos do Fado de Coimbra, quer à recriação de temas que conhecemos nas vozes únicas de  Adriano Correia de Oliveira, António Menano, Luís Góis e José Afonso. Uma voz que está na linha da velha tradição da canção de Coimbra mas que ao mesmo tempo nos remete para áreas da música erudita. Uma voz delicada, pujante, com uma surpreendente capacidade de adaptação a diferentes registos, do popular ao erudito. José Vilhena nasceu em Coimbra a 10 de Outubro de 1976, cidade onde cresceu e desenvolveu os seus estudos concluindo o curso de Engenharia do Ambiente. Possui, contudo, uma fortíssima ligação familiar e emocional à Vila de Almeida, onde passa grande parte do seu tempo livre. Iniciou a sua primeira abordagem musical aos 13 anos, no Conservatório de Música de Coimbra, no estudo de violino. Dois anos apenas ligado a este instrumento foram suficientes para lhe despertar o desejo de uma presença assídua num ambiente musical. Foi como estudante universitário e imbuído do espírito irreverente próprio da geração, que decide deixar o canto tímido “do chuveiro” e inicia o seu percurso musical enquanto cantor. Ingressa no Coro Masculino Schola Cantorum – da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (AAC), no ano de 1998. Durante este período (até 2002), estabeleceu contacto com o Maestro Virgílio Caseiro, que se tornara uma referência incontornável e contribuiu da melhor forma para o desenvolvimento das bases da sua técnica vocal. Neste grupo, foi desenvolvendo confiança e características solísticas, razão pela qual abraçou o desafio do canto do Fado de Coimbra nas escolas da Secção de Fado da AAC e como elemento do grupo “Renascer” e mais tarde do grupo “Aeminium” no qual ainda permanece. No grupo “Renascer” estabelece ainda o contacto com elementos de outros grupos musicais e com a atual elite associada ao canto e à guitarra de Coimbra, o que lhe proporcionou uma leitura muito própria da interpretação do Fado de Coimbra. Nesta formação participou em diversos espetáculos dos quais se destaca as aberturas e os encerramentos das Serenatas Monumentais da Queima das Fitas e Latada de 2003 e de 2004, respetivamente. Participou na coletânea – 100 Anos de Fado de Coimbra; na coletânea – Fado ao Centro, volume 2, e ainda numa intervenção solística no CD Cantar Coimbra 2, com a Orquestra Clássica do Centro e com o Coro dos Antigos Orfeonistas. Desde 2006 que é membro efetivo do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, voltando a ter ligação musical com o Maestro Virgílio Caseiro (maestro titular), ligação essa que estabelece até aos dias de hoje. Ao longo dos anos e nos diversos grupos aos quais pertence, participou em spots publicitários, serenatas monumentais, festivais musicais, concertos particulares e outras atuações em todo o território português e em diversos países, tais como, Espanha, Polónia, Eslováquia, Republica Checa, Rússia, Áustria e Japão (2004 e 2008).